Pessoal, estava respondendo o comentário de uma leitora, a Mabi, pois ela tinha dúvidas sobre como fazer exercícios com os dilatadores vaginais se mulher ainda tiver o hímen intacto. E me lembrei de quantas dúvidas temos quando estamos nessa fase do tratamento. Então resolvi fazer uma postagem diferente, e tentar tornar o blog mais dinâmico no que se refere a proximidade das minhas conversas com as meninas vagínicas e com os meninos que se relacionam com elas.
Pensei que uma boa forma de colocar essa ideia em prática seria se vocês me enviassem as dúvidas que tem sobre o tratamento feito com psico terapia, ou sobre a primeira relação sexual com penetração, ou sobre rompimento de hímen, enfim e eu responderia em outra postagem. O que vocês acham? Se quiserem nem publico a pergunta de ninguém, edito todos os questionamentos e os publico de forma que não exista maneira de identificar as pessoas que perguntaram.
Vou ver se a ideia pega e a partir do dia 20/06 começo a responder as dúvidas de quem enviar.
Espero que gostem dessa nova maneira de nos comunicarmos!
Beijos e força a todas que ainda estão em busca da cura!
Luthy Fray.
quinta-feira, 12 de junho de 2014
domingo, 18 de maio de 2014
A nova vida!
Hoje volto a falar de sexo por aqui, um mês e alguns dias após ter finalmente encontrado a cura.
Meu mundo já é diferente, já aprendia muito do que gosto e do que prefiro não fazer, já descobri muito mais coisas sobre mim. Mas muitas coisas continuam iguais, e realmente gosto muito do que permaneceu.
Sempre pensei que quando finalmente tivesse vencido essa barreira algumas coisas estariam mudado em mim claramente, mas hoje vejo que tudo isso foi fruto de medos infundados.
Sempre pensei que quando isso acontecesse ficaria com algum sinal claro de que a minha velha e tão estimada virgindade, tinha me abandonado. Hoje tenho que assumir que essa era uma visão machista e preconceituosa que aprendi a ter sobre o assunto, além de bastante infantil também.
Todos esses meus medos infundados e infantis tem desaparecido com o tempo, e com muito prática (se é que vocês entendem o que quero dizer), tenho desencanado cada vez mais dessa questão e na medida que vem se tornando uma coisa mais corriqueira, todos os outros estranhamentos em relação a essa nova realidade vem desaparecendo aos poucos.
A cada relação sexual aprendo um pouco mais, sobre mim, sobre o meu marido, sobre o que as pessoas dizem sobre sexo, e sobre algumas lendas que escutamos a respeito desse assunto desde que somos muito pequenos para entender sobre o que se tratam.
De fato a cura tem sido apenas mais um passo na grande jornada do auto conhecimento, mas a partir daquele momento, um passo cada vez mais seguro e prazeroso.
Tenho que admitir que sexo com penetração, bem feito, bem compreendido e com amor é o ato mais mágico que já provei na minha existência. E hoje consigo entender bem mais o que a minha terapeuta dizia quando me falava que mesmo sem penetração, as relações sexuais que eu tinha com o meu marido, cheias de intimidade, cumplicidade, amor e compreensão era muito melhores do ponto de vista qualitativo, do que aquelas que eu invejava que contavam apenas com a penetração e algum tipo de afeto e atração física.
De fato o sexo é um ato mágico e potencialmente sagrado, mas muito mais simples e leve do que eu estava acostumada a imaginar.
Sei que todas as vagínicas em tratamento na hora certa vão encontrar a sua cura, mas no meu caminho algumas descobertas foram essenciais para atingir esse objetivo: conhecer o meu corpo, descobrir a naturalidade do sexo, encará-lo com leveza e perceber o quanto esse ato é simples de ser consumado.
A terapia foi um grande aprendizado, talvez a fase mais amorosa da minha vida até agora, o momento em que me ensinaram a lidar com os meu bloqueios, meus medos e minhas inseguranças com a maior quantidade de amor possível, e hoje só posso agradecer a todos vocês que me deram força, conselhos e calma sempre que precisei, a maravilhosa profissional que me guiou nesse caminho e que cuidou de mim sempre com tanto carinho e dedicação e ao meu marido que com muito amor, não mediu esforços para me acompanhar nessa jornada que para nós dois estava apenas começando.
Nada nesse caminho foi em vão, tudo o que aprendi, tudo o que passei durante esse tempo me levou a ser hoje uma pessoa sexualmente mais livre e um ser humano mais amoroso com as pessoas a minha volta em diferentes situações.
Sei que ainda tenho muito o que aprender, mas espero sempre ter a oportunidade de ter esse espaço de troca de experiências para poder compartilhar meus conhecimentos e descobrir mais coisas ao lado de vocês.
Beijos e força a todas que estão em busca da cura, permaneço torcendo por vocês. Contem comigo para o que for necessário!
Meu mundo já é diferente, já aprendia muito do que gosto e do que prefiro não fazer, já descobri muito mais coisas sobre mim. Mas muitas coisas continuam iguais, e realmente gosto muito do que permaneceu.
Sempre pensei que quando finalmente tivesse vencido essa barreira algumas coisas estariam mudado em mim claramente, mas hoje vejo que tudo isso foi fruto de medos infundados.
Sempre pensei que quando isso acontecesse ficaria com algum sinal claro de que a minha velha e tão estimada virgindade, tinha me abandonado. Hoje tenho que assumir que essa era uma visão machista e preconceituosa que aprendi a ter sobre o assunto, além de bastante infantil também.
Todos esses meus medos infundados e infantis tem desaparecido com o tempo, e com muito prática (se é que vocês entendem o que quero dizer), tenho desencanado cada vez mais dessa questão e na medida que vem se tornando uma coisa mais corriqueira, todos os outros estranhamentos em relação a essa nova realidade vem desaparecendo aos poucos.
A cada relação sexual aprendo um pouco mais, sobre mim, sobre o meu marido, sobre o que as pessoas dizem sobre sexo, e sobre algumas lendas que escutamos a respeito desse assunto desde que somos muito pequenos para entender sobre o que se tratam.
De fato a cura tem sido apenas mais um passo na grande jornada do auto conhecimento, mas a partir daquele momento, um passo cada vez mais seguro e prazeroso.
Tenho que admitir que sexo com penetração, bem feito, bem compreendido e com amor é o ato mais mágico que já provei na minha existência. E hoje consigo entender bem mais o que a minha terapeuta dizia quando me falava que mesmo sem penetração, as relações sexuais que eu tinha com o meu marido, cheias de intimidade, cumplicidade, amor e compreensão era muito melhores do ponto de vista qualitativo, do que aquelas que eu invejava que contavam apenas com a penetração e algum tipo de afeto e atração física.
De fato o sexo é um ato mágico e potencialmente sagrado, mas muito mais simples e leve do que eu estava acostumada a imaginar.
Sei que todas as vagínicas em tratamento na hora certa vão encontrar a sua cura, mas no meu caminho algumas descobertas foram essenciais para atingir esse objetivo: conhecer o meu corpo, descobrir a naturalidade do sexo, encará-lo com leveza e perceber o quanto esse ato é simples de ser consumado.
A terapia foi um grande aprendizado, talvez a fase mais amorosa da minha vida até agora, o momento em que me ensinaram a lidar com os meu bloqueios, meus medos e minhas inseguranças com a maior quantidade de amor possível, e hoje só posso agradecer a todos vocês que me deram força, conselhos e calma sempre que precisei, a maravilhosa profissional que me guiou nesse caminho e que cuidou de mim sempre com tanto carinho e dedicação e ao meu marido que com muito amor, não mediu esforços para me acompanhar nessa jornada que para nós dois estava apenas começando.
Nada nesse caminho foi em vão, tudo o que aprendi, tudo o que passei durante esse tempo me levou a ser hoje uma pessoa sexualmente mais livre e um ser humano mais amoroso com as pessoas a minha volta em diferentes situações.
Sei que ainda tenho muito o que aprender, mas espero sempre ter a oportunidade de ter esse espaço de troca de experiências para poder compartilhar meus conhecimentos e descobrir mais coisas ao lado de vocês.
Beijos e força a todas que estão em busca da cura, permaneço torcendo por vocês. Contem comigo para o que for necessário!
segunda-feira, 14 de abril de 2014
Assunto polêmico...
Normalmente, mesmo tendo a minha opinião própria sobre certos assuntos, prefiro me abster de discussões principalmente quando sei que as mesmas não levarão ninguém a lugar nenhum.
Mas o objetivo do blog é ajudar outras mulheres que tiveram, tem e terão vaginismo, isso quer dizer que discutir alguns assuntos que nos levem a refletir sobre por que desenvolvemos ou desenvolveremos esse distúrbio é sempre necessário. Muitos desses motivos são assuntos polêmicos em nossa sociedade e outros verdadeiros tabus, alguns ainda fingimos que já foram resolvidos e que atualmente já não são mais assim tão assustadores, mas na verdade apenas são protegidos por um silencio politicamente correto na intenção de que não e discuta mais as ideias que temos sobre os mesmos.
Enfim, muitas vezes se faz necessário tratar desses assuntos que mexem com as pessoas de várias maneiras e falar das barreiras que cultivamos em nossas vidas alimentadas pelo tipo de organização social que temos. Na postagem de hoje vamos falar de um desses assuntos polêmicos que muitas vezes se somam a outros fatores e nos fazem desencadear o vaginismo.
Eu não sou exatamente a pessoa mais cristã desse país, aliás nem sei se ainda dá pra me classificar assim. Não sou satanista, nem ateia, nem tenho nada contra Jesus, nem contra as crenças monoteístas, o que me preocupa é ver cada vez mais religiões pregando conceitos absurdos, sobre o que é ser mulher e sobre as regras que ditam a respeito de sexualidade.
Na verdade sempre tento ser muito aberta a todas as religiões, e por isso sempre acabo tendo esse tipo de pensamento sobre essas religiões, estou sempre procurando conhecer mais e me informar. Sempre caio no conto do "vai que eu gosto dessa determinada igreja ou filosofia", não custa tentar, mas na maioria das vezes acabo é quebrando a cara.
Nasci em uma família de católicos praticantes, onde a orientação era que a relação sexual só deveria acontecer após o casamento, e na verdade numa família assim ninguém nunca fala dos outros tipos de atos sexuais, como a masturbação, o sexo oral, etc (tudo isso considerando o quanto a virgindade é importante para essa religião e seu conceito se restringe apenas ao rompimento do hímen, e que o mesmo deve ser mantido intacto até o matrimônio). Mesmo deixando o catolicismo cedo, foi em meio a essa atmosfera que cresci. Hoje sei o quanto isso influenciou a minha personalidade e consequentemente o desenvolvimento do vaginismo.
Recentemente vi um vídeo de uma igreja protestante sobre namoro (o objetivo de ver o vídeo foi o de sempre, vai que eu gosto da abordagem do tema, a necessidade da crítica só veio depois de assistir o vídeo até o fim...), por indicação de uma conhecida que faz parte dessa instituição. O que mais me assustou, foi dar de cara com conceitos medievais em referentes a relacionamentos, que nem pensei que ainda se propagassem, mesmo sabendo o quanto algumas dessas igrejas são rígidas em relação a esse assunto.
As instruções do pastor em alguns momentos faziam até algum sentindo, principalmente se considerarmos o tipo de jovens que a nossa sociedade vem desenvolvendo, mas a medida que teoricamente o relacionamento deveria se intensificar, as orientações ficavam cada vez mais absurdas.
Segundo o vídeo, os jovens que não tivessem a intenção ou a condição, financeira e hetaria de levar o relacionamento ao casamento nem deveria iniciá-lo. (esse pensamento é comum mesmo entre os católicos, uma vez que também é o pensamento da minha mãe em relação a isso, mas só vale se a pessoa em questão for mulher, se for um homem ele tem todo o direito de conhecer quantas mulheres ele quiser sem nenhum compromisso de preferencia..., eu sei, a minha família é machista! Mas isso é assunto para outra postagem.)
Se o jovem tiver as condições citadas a cima, a primeira coisa a fazer é descobrir se o que ele sente pela pessoa é recíproco, e se for ambos devem passar por um período de oração para descobrirem através de Deus se é isso o que querem de fato (momento que o pastor chama carinhosamente de "fazer a corte", pra gente se sentir ainda mais no século XV).
Após esse período de recolhimento, eles devem se conhecer conversando e orando juntos, devem descobrir se querem as mesmas coisas, se gostam das mesmas coisas e se acreditam nas mesmas coisas. Essa é a parte que acho aceitável da coisa toda, na maioria dos relacionamentos a compatibilidade é essencial, então nesse ponto faz todo sentido.
E por ultimo, vem a orientação sobre o relacionamento físico, que é pontual, objetiva e não deixa espaço para questionamentos. Só deve haver contato físico após o casamento! E o pastor ainda se diz muito feliz por ter exemplos de pessoas dentro da igreja que guardaram o primeiro beijo da vida para o dia do casamento (fato que eu realmente espero que aconteça apenas na cabeça dele).
Depois de ver aquele vídeo tive a certeza de que a quantidade de mulheres vagínicas, no Brasil pelo menos, tende a aumentar de acordo com a passagem do tempo e a disseminação dessas religiões.
Vai demorar muito para que as mulheres tenham autonomia na nossa sociedade para compreender a diferença entre valorizar o próprio corpo e se privar da própria sexualidade por motivos machistas, em função de instituições manipuladoras como a que elaborou o vídeo citado nesse post e tantos outros por aí a fora.
Espero que tenham gostado e que possam refletir sobre o que temos em nossa vida e por que os deixamos lá, a intenção era a reflexão e não agredir nenhuma religião ou crença.
Boa sorte e força a todas na luta em busca da cura!
terça-feira, 8 de abril de 2014
A estrada em frente vai seguindo, Deixando a porta onde começa, Devo seguir nada me impeça...
Parece que foi ontem que a minha jornada em busca da cura do vaginismo começava. Agora que finalmente encontrei o que busquei por tanto tempo ficou apenas a nostalgia e a sensação de inconformidade, por que ainda não consigo entender como eu não sabia antes do que sei agora.
Ter alta da terapia foi uma coisa que me deixou um pouco sem chão, esperava que a minha médica fosse prorrogar a alta por umas duas sessões ainda, mas não tínhamos mais o que buscar naquele contexto. Era hora de me lançar na vida sem o apoio constante da terapia.
Nossa despedida foi emocionante e de alguma forma senti como se ela me mostrasse que fui tão especial para ela, quanto ela para mim. É estranho o vazio que provei ao ir embora da ultima sessão de terapia sexual, a felicidade leve de quem finalmente conseguiu atingir o objetivo pelo qual batalhou tanto, misturada com o pesar de alguém que vai sentir falta de toda a luta que a levou até ali.
Fiz exames ginecológicos no consultório normalmente, sem grandes desconfortos, mas não pude deixar de lembrar da primeira vez em que me sentei naquela "mesa" de exames e não pude suportar quase nada perto de mim, tamanha era a dor. Ainda me lembro do sofrimento, do desespero, da primeira longa conversa após a tentativa de realizar os tais exames, de como me senti anormal por não estar pronta para fazer nada daquilo.
O momento do fim me fez lembrar de toda as crises de choro, de todas as complicações, de todo o crescimento, de todos os tabus deixados para trás, de todas as coisas aprendidas e sentidas.
Dizem que no fim da vida vemos tudo o que vivenciamos passar diante de nossos olhos, bom no fim do tratamento do vaginismo vi tudo o que vivi nesse caminho voltar a minha mente de uma forma que tudo o que restou em mim foi felicidade e saudade. Sim, saudade!
Só tenho a dizer para quem ainda está em busca de tudo isso, que sexo com penetração vaginal é muito mais simples, natural e leve do que pensamos, embora realmente seja tão bom quanto dizem...rsrsrsrsrsrs! Não existe nada de mirabolante, não machuca (como eu pensava antes que aconteceria), e o famoso rompimento do hímen, praticamente não dói, é só uma ardência bem leve que na verdade você só vai sentir mesmo quando a relação acaba. O que quero que vocês descubram mais rápido do que eu, é que pouca coisa do que nos disseram sobre sexo é verdade, e muitas vezes nos prendemos aos relatos e experiencias de outras pessoas que dizem que foi tão ruim, mas tão ruim que apenas alimentam o nosso medo. Se fosse tão ruim assim, muitas delas estariam em nossos lugares hoje e não contando suas histórias de terror e tendo suas relações sexuais normalmente.
Não desistam, não desanimem, na maior parte do tempo eu pensei que não conseguiria chegar até aqui, mas cá estou, contando como é essa nova fase, como é virar a página do vaginismo em minha vida. E sei que todas nós temos essa capacidade!
Beijos e muita força a todas vocês!
terça-feira, 25 de março de 2014
O dia...
Sempre pensei em como seria essa postagem, em qual seria a sensação de viver essa experiencia e como eu estaria me sentindo no dia em finalmente pudesse escrever sobre isso.
Só tenho a dizer que tudo foi muito mais natural, leve, intenso
e simples do que eu esperava.
Finalmente consegui uma penetração normal com o meu marido, sem a dor do vaginismo.
Senti apenas a ardência do resto do meu hímen sendo rompido, mas nada da dor insuportável de antes, nem romper o hímen é tão doloroso quanto me disseram.
Com muita calma, paciência, carinho e amor foi tudo muito tranquilo e emocionante, nem acreditei no que estava fazendo e só me convenci colocando a mão lá para ter a certeza.
Depois que terminamos, que percebi o sangue e descobri o motivo da ardência, nem sangrou muito e não doeu...
Ainda estou feliz e estasiada com tudo isso.
Aparentemente as descobertas apenas começaram, tenho muito o que aprender em relação a sexo com penetração. Mas precisava contar as boas novas a vocês!
Obrigada pelo apoio constante de todos (as), espero ter ajudado vocês tanto quanto me ajudaram.
As postagens não irão parar por aqui, mas por hora essa era a notícia que eu precisava dar.
Obrigada, beijos a todos e força em suas lutas.
Só tenho a dizer que tudo foi muito mais natural, leve, intenso
e simples do que eu esperava.
Finalmente consegui uma penetração normal com o meu marido, sem a dor do vaginismo.
Senti apenas a ardência do resto do meu hímen sendo rompido, mas nada da dor insuportável de antes, nem romper o hímen é tão doloroso quanto me disseram.
Com muita calma, paciência, carinho e amor foi tudo muito tranquilo e emocionante, nem acreditei no que estava fazendo e só me convenci colocando a mão lá para ter a certeza.
Depois que terminamos, que percebi o sangue e descobri o motivo da ardência, nem sangrou muito e não doeu...
Ainda estou feliz e estasiada com tudo isso.
Aparentemente as descobertas apenas começaram, tenho muito o que aprender em relação a sexo com penetração. Mas precisava contar as boas novas a vocês!
Obrigada pelo apoio constante de todos (as), espero ter ajudado vocês tanto quanto me ajudaram.
As postagens não irão parar por aqui, mas por hora essa era a notícia que eu precisava dar.
Obrigada, beijos a todos e força em suas lutas.
terça-feira, 18 de março de 2014
A magia do toque
Há algum tempo, quando a minha terapeuta me indicou alguns exercícios mais físicos para o avanço em busca da cura do vaginismo, tenho que admitir que eu não fui capaz de entender (ou simplesmente bloqueie o meu entendimento) em relação ao que essa proposta significava. Encarei a coisa toda como uma lição de casa, um dever, uma coisa que eu precisava fazer para me curar e ponto final.
Fiquei extremamente frustrada por não conseguir resultados naquela época e mais de uma vez tive vontade de desistir de tudo, mas não desisti, continuei indo na terapia e discutindo os assuntos, refletindo sobre as minhas reações a determinadas atitudes e assuntos, e tentando entender os meus sentimentos quando não conseguia lidar com alguma coisa. E aos poucos fui me soltando sem perceber, reinventando o meu relacionamento comigo mesma.
Um dia, tentando inserir um dos dilatadores, percebi que tudo seria mais fácil se eu estivesse de fato com vontade de transar, e finalmente entendi, ou me deixei entender o que a minha terapeuta queria dizer quando falou para eu criar um clima relaxar e tentar. Teria sido muito mai simples se ela tivesse usado a palavra que eu esperava ouvir, mas hoje também acho que isso foi proposital. O segredo da coisa toda era a masturbação, que realmente eu não me permitia.
Refletindo hoje sobre a minha vida desde que comecei a ter contatos sexuais com meu marido (que na verdade foi a única pessoa com quem tive esse tipo de contato), percebi que permitia que ele me masturbasse, mas não conseguia tocar o meu próprio corpo com a intenção de ter prazer. Essa consciência abriu muitas portas no caminho da minha evolução do meu tratamento.
Me perguntei também nessa ocasião por que nunca havia me permitido assistir a filmes pornôs com a intenção de ficar excitada e percebi que encarava essa como uma atitude estritamente masculina. Na minha cabecinha oca, por alguma razão só era normal que os homens sentissem prazer com esse tipo de estímulo, acho que passei muito tempo ouvindo e dando ouvidos aquela velha história de que o homem é mais visual do que a mulher e por isso se interessa mais por coisas assim..., pode até ser verdade, mas o fato de os meninos se interessarem mais não quer dizer que as meninas não possam gostar também, e essa foi a parte que demorei muito para entender.
Assisti ao bendito do filme que achei mais interessante e não gostei, pelo simples fato de mostrar a mulher como um objeto que tem que satisfazer o homem até mesmo com o próprio orgasmo, mas descobri uma outra modalidade de porno visual que me atraiu mais e fez com que eu me sentisse mais relaxada, mesmo que de início eu não me deixasse entender a magia dessa vertente. O estilo chamado Hentai (tipo anime pornô e pra quem não sabe o que é anime, são aqueles desenhos japoneses) me soou muito mais interessante, sem contar que as histórias são muito mais complexas e de quebra você não é obrigada a lidar com aquelas "atuações" terríveis.
O mais importante é que tudo começou a andar mais rápido quando descobri que podia me tocar sem culpa e sem condenações inclusive do meu marido, que me apoiou muito até mesmo nesse momento. Hoje consigo me tocar não apenas sexualmente, mas de outras formas também; uma vez que estou usando os pesos de pompoarismo sempre consigo um tempo e um pretexto para me tocar com simples curiosidade e isso tem sido muito legal, por que consigo desmistificar na minha cabeça o pensamento de que vai doer se eu fizer alguma determinada coisa, ou que vou me machucar de algum modo, ou até mesmo de que alguma coisa (como o peso) vai se perder dentro de mim.
Mas para tudo isso, o toque foi fundamental. O toque, a calma, a vontade, a sensibilidade e a curiosidade.
Espero que tenham gostado. Boa sorte e boa luta!
Fiquei extremamente frustrada por não conseguir resultados naquela época e mais de uma vez tive vontade de desistir de tudo, mas não desisti, continuei indo na terapia e discutindo os assuntos, refletindo sobre as minhas reações a determinadas atitudes e assuntos, e tentando entender os meus sentimentos quando não conseguia lidar com alguma coisa. E aos poucos fui me soltando sem perceber, reinventando o meu relacionamento comigo mesma.
Um dia, tentando inserir um dos dilatadores, percebi que tudo seria mais fácil se eu estivesse de fato com vontade de transar, e finalmente entendi, ou me deixei entender o que a minha terapeuta queria dizer quando falou para eu criar um clima relaxar e tentar. Teria sido muito mai simples se ela tivesse usado a palavra que eu esperava ouvir, mas hoje também acho que isso foi proposital. O segredo da coisa toda era a masturbação, que realmente eu não me permitia.
Refletindo hoje sobre a minha vida desde que comecei a ter contatos sexuais com meu marido (que na verdade foi a única pessoa com quem tive esse tipo de contato), percebi que permitia que ele me masturbasse, mas não conseguia tocar o meu próprio corpo com a intenção de ter prazer. Essa consciência abriu muitas portas no caminho da minha evolução do meu tratamento.
Me perguntei também nessa ocasião por que nunca havia me permitido assistir a filmes pornôs com a intenção de ficar excitada e percebi que encarava essa como uma atitude estritamente masculina. Na minha cabecinha oca, por alguma razão só era normal que os homens sentissem prazer com esse tipo de estímulo, acho que passei muito tempo ouvindo e dando ouvidos aquela velha história de que o homem é mais visual do que a mulher e por isso se interessa mais por coisas assim..., pode até ser verdade, mas o fato de os meninos se interessarem mais não quer dizer que as meninas não possam gostar também, e essa foi a parte que demorei muito para entender.
Assisti ao bendito do filme que achei mais interessante e não gostei, pelo simples fato de mostrar a mulher como um objeto que tem que satisfazer o homem até mesmo com o próprio orgasmo, mas descobri uma outra modalidade de porno visual que me atraiu mais e fez com que eu me sentisse mais relaxada, mesmo que de início eu não me deixasse entender a magia dessa vertente. O estilo chamado Hentai (tipo anime pornô e pra quem não sabe o que é anime, são aqueles desenhos japoneses) me soou muito mais interessante, sem contar que as histórias são muito mais complexas e de quebra você não é obrigada a lidar com aquelas "atuações" terríveis.
O mais importante é que tudo começou a andar mais rápido quando descobri que podia me tocar sem culpa e sem condenações inclusive do meu marido, que me apoiou muito até mesmo nesse momento. Hoje consigo me tocar não apenas sexualmente, mas de outras formas também; uma vez que estou usando os pesos de pompoarismo sempre consigo um tempo e um pretexto para me tocar com simples curiosidade e isso tem sido muito legal, por que consigo desmistificar na minha cabeça o pensamento de que vai doer se eu fizer alguma determinada coisa, ou que vou me machucar de algum modo, ou até mesmo de que alguma coisa (como o peso) vai se perder dentro de mim.
Mas para tudo isso, o toque foi fundamental. O toque, a calma, a vontade, a sensibilidade e a curiosidade.
Espero que tenham gostado. Boa sorte e boa luta!
quarta-feira, 12 de março de 2014
Foi um longo caminho até aqui...
Hoje me sinto em um momento estranho, finalmente depois de todo o tempo em que montei o blog, me sinto chegar perto da verdadeira cura.Finalmente consegui introduzir aquele vibrador comprado há tanto tempo e largado na caixinha das coisas do tratamento, e na segunda tentativa, consegui sentir prazer com o mesmo!
Tenho caminhado muito em busca dessa conquista, e agora de fato começo a me permitir, me permitir ter medo por alguns instantes, mas não deixar que esse medo me impeça de fazer alguma coisa; me permitir sentir prazer sexual propriamente dito, sem sentir que estou fazendo algo errado; me permitir confiar nos meus instintos, sem que o meu raciocínio influa tanto nas minhas decisões; me permitir ser leve quando quero ser leve, infantil quando quero ser infantil e madura quando quero ser madura; me permiti perceber que muitas pessoas não tem a oportunidade que o vaginismo me concedeu de me conhecer de verdade, de saber o que gosto e o que não gosto e de me sentir livre em relação ao sexo, percebi infelizmente que muitas mulheres que não passaram por isso não se concederam essa oportunidade e não tem a mesma qualidade de vida sexual que eu já tenho mesmo com a presença do vaginismo ainda por aqui.
Me sinto feliz com os avanços que e com o conhecimento que venho acumulando por causa desse caminho e me sinto mais em paz com o ritmo que precisei dar a minha vida sexual, mais lenta, mais minuciosa e mais sentimental mesmo.
Hoje olho em volta e tenho pena de quem leva o sexo como uma obrigação social, ou como uma obrigação para com a outra pessoa. E como ainda existem pessoas assim, homens e mulheres...
Começo a achar que o tratamento contra o vaginismo me fez bem em tantas áreas que nem posso dizer que faço terapia apenas por causa do vaginismo...tinha muita coisa pra resolver comigo mesma, e ainda tenho, na verdade acho que nunca vou deixar de ter. Mas pelo menos comecei a conhecer o corpo que habito, descobrir como ele é e do que ele gosta, e me relacionar com ele de alguma forma, pois pasmem, eu não fazia isso de nenhum jeito. E quando pensava no meu corpo, pensava apenas na imagem que as outras pessoas tinham dele.
Pois é estou me conhecendo, me reinventando, me amando mais, me descobrindo, me dando prazer e sendo feliz antes de qualquer coisa comigo mesma!
Mas ainda tenho um caminho a percorrer em direção a cura, longo ou curto, ele continua aqui na minha frente a espera de que eu tenha harmonia suficiente comigo mesma para poder percorre-lo.
A foto da postagem de hoje é diferente das usuais, mostra exatamente onde eu estou em relação a cura e tudo o que eu já consegui até aqui.
Espero que vocês tenham gostado.
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